LGPD & Compliance3 min leitura04 de out. de 2025

Segurança e controle de acesso ao prontuário eletrônico sem fricção operacional

Implementando RBAC, rastreabilidade e camadas de proteção para mitigar riscos legais e vazamentos de dados.

Camadas de segurança e permissões em representação visual
Camadas de controle aplicadas ao ciclo de vida do dado clínico
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Prontuário sem governança clara é ativo de risco. Controle granular de acesso, trilhas de auditoria e critérios de mínimo privilégio reduzem exposição e simplificam conformidade.

1. Modelo de permissões: RBAC evolutivo

Evite perfis monolíticos como "admin total". Estruture papéis por função real + escopo. Em vez de pensar em código ou estruturas técnicas, pense em perguntas de operação:

Exemplo simplificado de como separar perfis sem expor detalhes técnicos:

FunçãoPode verPode registrar/editarPode exportarObservação
RecepçãoDados básicos do pacienteAtualizar cadastroNãoFoco em agendamento e conferência
MédicoProntuário completoEvoluções, prescriçõesRegistros próprios (quando permitido)Sem acesso a finanças
EnfermagemEvoluções de enfermagemSinais vitais / checklistNãoAcesso segmentado por setor
FinanceiroFaturamento e repassesAjustar lançamentosRelatórios financeirosNão acessa prontuário clínico
Coordenação MédicaVisão agregadaIntervenção em casos críticosSolicitar exportações autorizadasAtua em exceções

Checklist rápido para revisar seu RBAC:

  • Limitar acesso a prontuário apenas a quem participa do atendimento.
  • Separar claramente dados operacionais (agenda) de dados clínicos.
  • Registrar tentativas de acesso negadas (insumo para ajustes).
  • Bloquear exportação em massa sem justificativa formal.


2. Trilhas de auditoria úteis (não somente logs brutos)

  • Registro de acesso (quem, quando, paciente)
  • Registro de exportações/impressões
  • Captura de alterações em campos sensíveis
  • Detecção de padrão anômalo (ex: consultas massivas)


3. Estratégias de proteção em camadas

  • Segmentação lógica de dados (produção vs relatórios vs backups)
  • Criptografia em repouso (volumes) + seletiva em campos críticos
  • Tokenização para datasets analíticos
  • Sessões curtas e renovação silenciosa (reduz vulnerabilidade de terminais abertos)
  • MFA adaptativo em ações de risco (exportar, alterar config sensível)
Segurança clínica eficaz é invisível para o usuário legítimo e resistente para o vetor de ameaça.


4. Métricas de maturidade

Cobertura de RBAC
94%
Logs auditáveis
100%
Incidentes críticos/12m
0
IndicadorObjetivoAlavanca
Acessos fora de horário< 3%Sessão adaptativa
Tentativas de exportação negadas< 5/mêsRBAC refinado
Alterações sem justificativa0Campos obrigatórios
Tempo de revogação pós desligamento< 30mIntegração RH


5. Fluxo mínimo de resposta a incidente

  1. 1
    Detecção / alerta
  2. 2
    Confirmação e isolamento
  3. 3
    Forense e escopo
  4. 4
    Correção e reforço
  5. 5
    Reporte regulatório (se aplicável)

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Publicado por Mediccae TeamAtualizado em 04/10/2025